quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Idade do Céu

Deixe que o tempo cure


Tem dias que a inspiração não vem, definitivamente. Hoje eu queria dizer, sentir e cantar muitas coisas, mas nada vinha à cabeça. Foi quando, me lembrando do feriado em terras cariocas, me surgiu uma música que escutei repetidas vezes por lá. É um trecho da versão de Paulinho Moska para a canção: “A Idade do Céu”.
Que ela diga por mim.


“Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...”.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Linda, Teresa



Entre estradas de sol e meditações, fico hoje com maracangalha, na voz dela.

Maracangalha
(Teresa Salgueiro)

Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bebidas e Verdades


Ressaca brava daquele sábado narrado em um dos últimos posts. Aquela dor de cabeça, estômago embrulhado e vontade de ficar no meio das cobertas o dia inteiro, como se você fosse uma larvinha e quando saísse de lá se transformaria em uma linda borboleta e esqueceria, de vez, de tudo o que havia passado na noite anterior.

Mas uma hora você tem que levantar e quando sai do casulo, as coisas começam a aparecer como um filminho na sua cabeça. Pena que muitas vezes, esse rolo do filme queima e você não consegue assistir a cena até o final. Amnésia, mas não total. Você lembra só da metade, sabe que disse, mas não exatamente o que e como. Ainda pior são aquelas ligações. "Você não lembra o que fez?", "E aquela hora o que você falou tal coisa....".

Sempre que isso acontece eu quero me enfiar em um buraco como uma ema, assim como diria nossa mais nova Menina de Lá. Dessa vez não foi diferente. Mas estava pensando agora a tarde, será que quando ficamos completamente bêbados não colocamos para fora quem nós realmente somos? E se nós nos comportássemos como bêbados sempre? Será que tomaríamos mais banho de chuva, daríamos mais risada, não nos preocuparíamos tanto com o que os outros acham?

Acho que o grande feito do álcool é tirar essas máscaras que fomos acostumados a ter e usar. Embriagados nós soltamos nossas vontades e mostramos mais quem somos de verdade. Mas agora vai minha pergunta e se uma de vocês souber responder, por favor, fiquem à vontade. Por que nos arrependemos no dia seguinte?

domingo, 11 de novembro de 2007

Para as lindas meninas de lá

A idéia era postar um áudio com um trecho de Grande Sertão narrado por um miguilim em Cordisburgo, chamado "A revelação do nome". Por falhas tecnológicas, transcrevo: Reinaldo conta a seu grande amigo Riobaldo que seu verdadeiro nome é Diadorim. "Sempre que estivermos sozinhos, é de Diadorim que você deve de me chamar", ele diz. Riobaldo entende: "Amizade nossa ele não queria acontecida simples, no comum, sem encalço. A amizade dele ele me dava, e amizade dada, é amor".

Os embalos de sábado à noite

Vila Madalena, dez pra uma da manhã. O encontro foi na padaria, depois de algumas dezenas de minutos esperando a amiga do interior. As duas conversavam sobre a vida e a outra chegou para cortar o assunto e acelerar a ida. Afinal, tinham outro destino: a Comunidade João Ramalho, onde rolava a festa. Mas precisavam contribuir com cervejas, por isso, o ponto de encontro na padaria (e olha que mesmo estando em uma padaria ao invés de um supermercado 24 horas, elas conseguiram pagar um preço justo).

Saíram de lá rumo a festança, mas decidiram fazer uma paradinha antes. No bar da frente.
- Por favor, você tem tequila?
- Tenho sim.
- Três doses, por favor.
- Ouro ou prata?
- Qual a diferença?
- Ah, a ouro é melhor.
- Então pode ser a ouro, mesmo.

Enfim, na frente delas, três copinhos, limões e sal. Elas no balcão e todos ao redor com olhos arregalados e a pergunta: elas são maiores de idade? A de olhos azuis não sabia muito bem como fazer. As outras duas também não eram as mais entendidas, mas disfarçavam.
- Como é que faz?
- Chupa e toma. (Risos)

Sal no limão, limão na boca e um, dois e três, vira-se o copinho. Em volta uma platéia entusiasmada, que parecia não acreditar no que elas faziam, mas riam. Mas a primeira tentativa não foi muito boa. Não chegaram nem a metade do copo. Mais limão, mais sal e outra vez vira-se o copinho. Um delas acaba e a platéia vibra. As outras duas disputam o segundo lugar.

Pagaram e tiveram direito a um chorinho. Mais um copo, vira-vira, cada uma de uma vez. Por fim, despediram-se, recebendo aplausos da platéia. Seguiram, com calor e bochechas cor-de-rosa. Que bom sair da Vila, fora de todo aquele trânsito.

Duas horas da manhã. Chegaram ao lugar. Muita gente bonita, diversão e clima de paquera (risos!). Mas, de verdade, a música era ótima. E estavam todos os queridos para rir junto, dançar junto e bater papo bom. No meio da muvuca encontraram A Menina de Lá que faltava. E mais pra lá do que pra cá, mesmo. Aliás, as quatro. Engraçadíssimas.

Noite boa, para se guardar. Elas e todos os queridos que são parte delas fazem tão bem! E como diria Drummond: “Mas essa lua, mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo”.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Convite


Ele é morena, cabelos enrolados, olhos escuros, tanto, que lembram bolas-de-gude e, se tivessem sabor, seriam de jabuticabas. Virginiana como eu, ela tem a sensibilidade à flor da pele. No início, achava que ela sabia disfarçar sensações e sentimentos, tão diferente de mim, apesar da mesma influência no zodíaco. Mas ao longo do tempo, descobri que não sabe disfarçar nada. Ela revela no olhar, nas respostas, nos abraços as alegrias e tristezas, as raivas e doçuras, a bondade e a irritação.
Ela tem o canto dela. E que respeitem isso e saibam chegar, minha gente. Parece que carrega no colo, no sorriso, no andar danças e poesias! Carrega também a insegurança das grandes mulheres. Porque sim, grandes mulheres também são inseguras, mas sabem lidar com isso, trabalhar isso, mesmo que seja chorando, escrevendo, gritando, dançando, fechando a cara...
Ultimamente, ela anda bem bossa nova. Com aquela melancoliazinha disfarçada pela melodia gostosa. Por isso e por outros tantos motivos, as Meninas de Lá gostariam de convidá-la a escrever aqui, com a gente, quando tiver vontade. Botar pra fora o que tem dentro, ou não! Ou usar o espaço pra escrever engraçadices, ou besteiras, ou poesias ou conselhos. Enfim, fazer do nosso cantinho, dela também.
Geó, divide a sua poesia com a gente?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Paciência





Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Elas com elas


Quinta-feira. Estavam as quatro. Umas na cervejinha, outras no sanduíche de berinjela. Rindo, sonhando e lembrando canções bregas, aquelas da adolescência, hits da época. De tudo teve um pouco. Conversas cruzadas, mais amigas, gente estranha, uma mesa pequena, depois uma mesa grande. Além dos trechos daquelas músicas que ninguém sabe o porquê guardamos na memória, estivemos em tantos lugares. Viajamos. Fomos bem longe. Estivemos no Acre e constatamos sua existência. Claro, tudo não passa de uma boa piada. Caminhamos também lá pras bandas do Suriname, da Guiana Francesa, de Santo Domingo, de El Salvador. Até no Panamá e em Roraima nós passeamos. Pena que esquecemos do Piauí, uma pena, mas fica pra outro dia, junto com todos aqueles lugares que ainda iremos visitar.
E rimos e sonhamos. Mais tarde cada uma foi para um lado.

— Que saudade!
— Nos vemos amanhã, honey?
— Claro, a gente se liga.
— Tchau, Naneto, boa praia.
— Vamos, Jô, tem um táxi ali.