terça-feira, 20 de janeiro de 2009

três


Em três anos, dá tempo de se formar na faculdade, mudar de emprego quatro vezes, fazer novos amigos, viajar para lugares (des)conhecidos, mudar e desmudar o rumo umas quinhentas vezes. Dá tempo também de ter uma série de crises existenciais, sofrer, sorrir, tomar porres inúmeros e memoráveis. Fazer três animadas fextinhas de aniversário, assistir filmes, conhecer novas músicas, descobrir interesses, se emocionar.
Em três anos, a gente desiste, e depois volta a insistir.
E tanta coisa que cabe em três anos, que dá para imaginar como é difícil transpor para palavras tudo que vivemos desde aquele dia de 2006. Ou, para ir ainda mais longe, aquele dia em 2004 onde nossos olhos cruzaram-se pela primeira vez em um encontro improvável. Eu, com uma sandália plataforma gigante e uma bolsa de girafa, tinha acabado de terminar o cursinho. Uma criança, mas que já sabia fazer cara de metida. Você com aquele brilho nos olhos, um brilho malandro, de quem está sempre observando e tirando conclusões pertinentes.
Pele morena, cachos, barba rala...

Um ano e meio depois, idas e vindas, um telefonema (meu) e a gente estava no O do Borogodó. Por que eu liguei no dia 19 de janeiro para desejar feliz natal a um paquerinha que não via há tempos? Nem eu sei. Por mais longe que a minha racionalidade chegue, certas coisas eu não consigo explicar. Intuição. Palavrinha carregada de sentido e responsável pelas nossas melhores escolhas.
Ele é o único que sabe lidar com a minha rabugice. Tem o antídoto perfeito: ou me ignora, ou me faz rir.
Do lado dele, nenhum dos problemas tem o tamanho que eu lhes dou. A redução costuma ser de quase 100%.
Quando eu perco a certeza, é nele que eu busco.
O futuro, a gente tenta planejar, mas não costuma dar muito certo.

Depois de tantas curvas, o inexplicável é que a vida sem ele perde um pouco a graça. A sensação é de um buraquinho que avisa todo dia, bem devagarinho, que alguma coisa está faltando.

E ele quem falta, meu menino.
E hoje são três anos de amor, amor estranho, baixo, alto, contente, triste, esquisito. O nosso amor!

2 comentários:

Jéssica Kibrit disse...

Amigammm!!
Lindooo! Lindoo! Fiquei arrepiada... foi como um filme na minha cabeça!

Ana disse...

Ah, Geózis!
Que volta linda ao blog!

Lindo texto. Linda a história de vocês.