domingo, 17 de fevereiro de 2008

Voltei


É dificil voltar a escrever, não sei direito por onde começar e apago tudo oq faço. Bom, acho que começar do começo é uma boa idéia. Mas começo do que? Como diria o velho jargão, ano novo, vida nova, tudo bem, não é p/ tanto. Apesar da festa e do respiro do final do ano, o que vem é sempre parecido com os demais. Mas este dia 31 foi diferente.

Foi diferente pq eu sabia que, depois de quatro anos, não entraria mais por aquela guarita cinza, percorreria o corredor pixado, com banquinhos baixinhos e não encontraria aquelas pessoas que nasceram p/ mim e se tornaram peças fundamentais de um quebra cabeça.

A sexta feira não terá mais aquele gostinho de esquenta de balada imendada, e vai ser difícil eu jantar um pão gordinho da Benjamin. As greves, mobilizações e gritos como "ahm uh, a PUC é nossa". Esse sentimento de fazer parte de um lugar e de uma história vai fazer parte de um bom passado, daqueles que todos dizem que deve ser "a fase mais importante de nossas vidas". É difícil generalizar, mas que foi uma das melhores, isso foi!

Essa semana passei na frente, mas não consegui entrar. Fiquei olhando e pensando quantas vezes não tinha andado por aquelas ruas, quantas chuvas já não tinha tomado naquelas ladeiras e conversas tinham acontecido naqueles bancos. O vazio continuou e acho que vai continuar, até pq toda mudança demora para ser realizada por nós.

Pode ser nostalgia, mas se não fosse pela boa parte dela não idealizariamos grandes futuros e nos inspirariamos no bom que passou e que gostariamos de ter de novo, de ter melhor! Essa fase se foi, outra está chegando, cheia de novas descobertas. O friozinho faz parte e se não fosse por ele acho que ninguém teria tanta vontade de sair e de tentar, mesmo que seja p/ bater a cabeça.

2 comentários:

Ana disse...

Saudade!
Mas como no filme: "Saudade é bom porque passa". E aí, começa tudo outra vez...a roda da vida!

Ah, Benjamim. Ah, Xingú. Ah, caras de todos os dias. Ah!

Nana disse...

Ahh Benito, vamos continuar sempre juntas, e logo logo o vazio sai, vira saudade boa, e a gente acha outro Xingu, outra rampa, outra Benjamin...né, não?!