quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Labirinto




Porque poesia (também!) sempre me alegra, deixo aqui um pedacinho de mim, roubado do Mario Quintana...

Minha estrela não é a de Belém:
A que, parada, aguarda o peregrino.
Sem importar-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além...

— Meu Deus, o que é que esse menino tem? —
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? É uma estrela em desatino...
E nos desentendemos muito bem!

E quando tudo parecia a esmo
E nesses descaminhos me perdia
Encontrei muitas vezes a mim mesmo...

Eu temo é uma traição do instinto
Que me liberte, por acaso, um dia
Deste velho e encantado Labirinto

Um comentário:

Jobas disse...

Adorei, Naneto! aliás, outro blog que vale a pena: http://marioquintana.blogspot.com/